sábado, 22 de outubro de 2016

Abril

Nada mais.
Hoje você não é nada mais.
Não importa o que faz
e nem o que já fez.

Talvez no próximo mês,
quem sabe algum dia,
seja diferente
e a gente possa se entender.

Mas acho difícil.
Já que ter
o que era antes
é impossível

Tudo acabou.
O amor secou,
já não éramos tão interessantes
e já não somos mais amantes.
Infelizmente.

Ainda temos muito pela frente
Mesmo assim,
não deixa de ser triste
não saber se quero que você fique
ou que vá para longe de mim.
Onde você está agora. (?)

Mais triste ainda é ver
que tudo foi jogado fora






sábado, 14 de maio de 2016

Sobre a vida

Em uma época da minha vida na qual eu estava buscando mais auto-conhecimento, reflexão, crescimento espiritual  e uma certa iluminação, eu tive a oportunidade de ouvir um conto pela voz de um estudioso do assunto. Digo um estudioso do budismo em suas diversas vertentes. Ele me contou uma história que desde então me acompanha e que eu espero nunca mais esquecer. O conto era mais ou menos assim:

Certo dia, um monge estava em sua caminhada quando encontrou um jovem que fez questão de conhece-lo. O tal jovem disse ao monge que gostaria de saber mais sobre a verdade da vida e que queria acompanha-lo em sua caminhada para absorver seu conhecimento. O monge aceitou a companhia do jovem e disse que ficaria feliz em ensina-lo tudo que sabia. Mas que antes, precisava beber um copo d'água. 

O jovem andou em direção à sua casa para buscar o copo d'água mas no caminho, viu pela primeira vez, a menina mais bela que já tinha visto e apaixonou-se. Uma paixão que não podia ser contida e para sua sorte, a menina também se apaixonou por ele e eles decidiram se casar. O jovem trabalhou para conseguir sua terra e o sustento, tanto próprio quanto o de sua esposa. Saiu da casa dos pais e agora estava construindo sua própria família. Os dois eram muito felizes e um completava o outro. Tiveram filhos, três. E o já agora homem, se sentia realizado com sua amada e seus filhos. 

Porém um dia, uma grande tempestade apareceu e consequentemente, uma inundação devastadora. A chuva forte destruiu sua plantação, trabalho de um ano inteiro. E antes que ele se recuperasse do infortúnio ou se preparasse para algo pior, a enchente destruiu sua casa e levou embora sua outra metade e seus filhos que tanto amava. Ele tinha perdido o trabalho de uma vida inteira e as pessoas que mais amava. Era o homem mais miserável do mundo nesse momento e não tinha mais força para nada, a não ser chorar sua imensa dor. 

Foi nesse momento, sentado em frente aos destroços de sua antiga casa, que um velho sentou ao seu lado e tocou em seu ombro, chamando sua atenção. Ele, abalado pela situação, não deu atenção ao velho e tentou afasta-lo. Como o velho insistia em querer falar com ele, ele decidiu perguntar o que ele queria. O velho então perguntou onde estava o copo d'água dele que ele estava esperando ali por anos. O então desafortunado teve um choque e se lembrou daquela época que estava em busca de sua iluminação e que tinha deixado o monge de lado e esquecido completamente dele. Buscando entender por que tamanha desgraça tinha acontecido com ele, perguntou ao sábio se ele merecia aquilo. 

Então o monge explicou que aquela era a verdade sobre a vida no mundo material. Ela te traz coisas boas, você luta a vida inteira por conquistas, mas no final das contas, ela leva tudo embora de volta.  

terça-feira, 25 de março de 2014

O dono do curso



Certo dia, um garoto lá pelos seus 11 anos teve um desentendimento com sua professora do curso de inglês.

Ele, entediado porque era obrigado a fazer o curso, queria sair um pouco da sala para passear e teve a grande ideia de pedir para ir ao banheiro.

Levantou o dedo e continuou com o dedo levantado, pois a professora estava ocupada atendendo outro aluno.

Quando finalmente foi atendido, pediu para ir ao banheiro, levantou e no caminho para a porta, disse:

"Tava me vendo não? Parece que eu sou invisível." Sim, e com aquela cara de mau.

A professora, sentindo que sua autoridade tinha sido posta à prova, limitou-se a dizer que o tal aluno ficaria em sala para conversar depois do horário.

A conversa nunca aconteceu.

Ao final da aula, o aluno que não tinha ido nem um pouco com a cara da professora nova e tinha gostado menos ainda dela quando ela começou a usar cantoras pop como exemplo de tudo foi na secretaria e deixou o seguinte recado na caixinha de sugestões:

"A professora nova é muito chata."

Não sei o que aconteceu com ela, mas na aula seguinte ela não era mais nossa professora e eu nunca mais a vi.

Se eu tivesse a oportunidade de vê-la novamente, eu a pediria perdão. O mais sincero.