Todo um mundo diferente
da gente.
Pertinente.
A sensação de ser inconsequente.
O dente dormente
te atrai.
Sua humanidade se esvai
e sua vontade te trai.
Te leva embora
e te joga fora.
A cada hora
que passa
o dano amassa
tudo que você podia ser
e sem perceber
você não mais é.
Sem mais nenhuma fé
em nada.
Sem chance de recuperação.
Não importa nenhuma ação.
A sua mão
não consegue nem mais escrever.
Quando você vai perceber?
Escolhas da vida.
Viver na ferida.
Ferida sem volta
da ida.
Me despeço
e peço
que me deixem
descansar em paz.
Aqui jaz
a sua perturbação.
A minha mão
traz a ação
de um pedido de desculpas.
E são muitas.
Por tudo que causei.
O que eu nem mais sei.
Continuo perdendo tempo
Jogando minha vida no vento.
Mas não sei como parar.
Preciso me afastar.
Para não incomodar.
Tenho que carregar
o peso
de ser sempre o mesmo.
Que vai te perturbar.
Você é capaz de me perdoar?
Se não quiser,
tudo bem,
eu entendo.
Sem mais nenhum adendo.
Vou dormir e fingir
que está tudo bem.
Amanhã outro dia vem
e eu vou tentar novamente.
E a gente vai conseguir
ir dormir
bem e tranquilo.
Até o próximo tiro.
São tantas questões.
Tantas lições
não aprendidas.
Que se repetem todos os dias.
Aumentando as feridas.
A dúvida e a certeza
estão claras,
em cima da mesa.
Peço misericórdia comigo
e empatia com meu comportamento aflito.
E perdão por tudo que estou largando de mão.