sábado, 30 de agosto de 2025

Malafaia, vá chupar uma rola.

 Hey, senhor pastor!

Vem ver a minha dor

que nasce ao invés de flor

aqui mesmo no meu jardim.


Nasci sem sorte

me resta a morte

pelas mãos que tem o porte.

O estado quer meu fim.


Não rendo dinheiro.

Não sou inteiro. 

Não sou coveiro. 

Sou real do brasileiro.


Quero viver bem 

e ir além 

do que te convém

seu filho da puta. 


Mas o poder

me faz conter 

tudo que posso ser 

escolheram eu morrer.


Um mártir 

para a revolução

poder vencer

viva a aniquilância

E toda a lambança 

com morte de criança.


Senhor pastor

aprecie o horror

largue o seu pudor

e vem ver a verdade.


Vem ver nossa 

falta de esperança.

Vem ouvir os tiros.

De perto.

Vem decidir quem tá certo. 


Eu quero crer

que quando eu crescer

vou ser igual você.

Um vencedor. 


Um influenciador

que em nome do senhor

posso por

um imbecil por motivo vil

no poder.


E só então poderei ser 

não um falido

mas um bem sucedido

ladrão. 


Um filho da puta

que tira da minha mão

para então 

meu neto ser embebido 

de desorientação. 


Hey, pastor!